A partir do momento que a Valentina nasceu minha única preocupação era que estivesse bem ! Depois, conforme os dias foram passando, todas as preocupações/ detalhes citados acima, desapareceram (pelo menos por um tempo) e outras coisas tomam o lugar.
Após minha alta, voltei para casa e (minhas lágrimas insistem a cair) e "tentei" me manter forte !
No dia seguinte, o Lorenzo foi para a escola e o Raphael me levou até o hospital....a partir desse dia eu faria esse trajeto (casa/hospital/casa), nos próximos 81 dias.
Já havia recebido as normas e procedimentos da UTI e aos poucos fui me familiarizando com aquele ambiente tão hostil mas ao mesmo tempo tranquilo (graças aos profissionais). Não podia ficar o tempo todo dentro da UTI, os momentos que não estava lá, eu tirava meu leite no lactário do hospital. Meu leite era fornecido para a Valentina.
Nos primeiros dias em que fui ao hospital por duas vezes, enfermeiras que passavam por mim em um dos corredores, me abordaram perguntando se eu estava bem, pois estava muito pálida e minhas pernas muito inchadas. Eu respondia, com um sorriso amarelo, que estava bem, apesar da palidez !
Realmente eu estava muito fraca e como comentei em outro post, havia perdido muito sangue no parto e estava tomando medicamentos para repor sangue e vitaminas !
Nos primeiros 10 dias, foi muito difícil ficar ao lado da incubadora, minhas pernas doíam, estavam demasiadamente inchada , tudo era novidade, mas não podia desanimar ! Minha pequena estava lutando para sobreviver e eu não podia enfraquecer ! Apesar de ver tantos procedimentos que ela precisava passar eu não podia desanimar!
No início da segunda semana que estava na UTI, muitas questões começaram a surgir em minha cabeça. Eu estava tão confiante em Deus que tudo daria certo que não me permitia pensar no pior....porém nesse dia meus pensamentos me atordoavam e perguntei à médica: "A Valentina corre risco de vida?" E ela com muita sensibilidade e competência respondeu: " Juliana, não podemos nos esquecer que ela nasceu de 26 semanas, com 930grs e que está em uma UTI. Risco sempre existe, porém lutamos para que ele seja o menor possível!" Não foi fácil ouvir essas palavras.... saber que minha bebê que eu amava cada dia mais poderia não resistir.... sai da UTI e fui direto ao banheiro chorar, chorar, chorar, mandar mensagem para meu grande e melhor amigo, meu marido Raphael, que por todo tempo esteve me levantando, me animando e me amando !
Após quase alagar o banheiro do Santa Joana, rs.... (só pra descontrair e eu parar de chorar) saí de lá e fui fazer minhas orações, mais intensamente para que toda aquela dor e medo fossem embora !

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